Códigos QR são grátis. Para sempre.

O código QR nasceu em 1994 na Denso Wave, uma subsidiária da Toyota. Masahiro Hara e sua equipe o criaram para rastrear autopeças na linha de produção: precisavam de algo que guardasse mais dados que um código de barras e fosse lido rápido, de qualquer ângulo.

E então fizeram algo que a indústria do software ainda não processou: renunciaram a exercer a patente. A especificação foi publicada, o padrão se abriu e hoje é ISO/IEC 18004. Qualquer um pode gerar e ler códigos QR. Sem licença, sem royalties, sem pedir permissão a ninguém.

Gerar um QR não custa nada

Um QR não é um serviço. É aritmética. Pegam-se os seus bytes, codificam-se numa grade de módulos brancos e pretos, adiciona-se correção de erros Reed-Solomon e desenha-se o resultado. Em qualquer CPU dos últimos vinte anos, isso leva microssegundos.

Não existe "servidor de QR". Não há custo por código. Não há nada que escale com o uso. Você pode gerar um milhão de QRs num laptop de dez anos atrás, sem internet, com uma biblioteca open source.

Como funciona, em 40 segundos

Um QR é uma matriz de módulos: a versão 1 tem 21×21, e cada versão soma 4 módulos por lado até a versão 40, com 177×177. Três elementos fazem a mágica:

  • Os quadrados dos cantos (finder patterns): dizem ao leitor onde está o código e em que ângulo. Por isso dá para escaneá-lo girado, torto ou em perspectiva.
  • A correção Reed-Solomon: os dados são guardados com redundância. No nível mais alto, o código é lido mesmo com até 30% danificado ou coberto. É por isso que as marcas podem estampar o logo no meio.
  • A máscara: antes de ser desenhada, a grade passa por um XOR com um padrão de máscara para evitar grandes blocos de uma cor só, que confundiriam o leitor.

O resto são os dados em zigue-zague: modo de codificação, comprimento e o seu conteúdo. Uma URL cabe de sobra nas versões pequenas.

Então por que cobram?

Olhe qualquer SaaS de marketing ou de links: os QR aparecem no plano premium. "QR personalizados a partir de tantos dólares por mês." Cobram uma assinatura mensal para executar uma função de uma biblioteca open source sobre um padrão aberto com patentes renunciadas.

É como cobrar por somar. A indignação é legítima: eles não estão vendendo tecnologia, estão vendendo acesso a algo que já era seu.

No Link, está incluído

Cada link encurtado que você cria no Link vem com seu QR, em dois formatos:

  • SVG: vetorial, escala infinito sem pixelar. Para gráfica, vitrine, embalagem.
  • PNG: pronto para colar numa apresentação, num PDF ou num adesivo.

Sem plano premium. Sem limite de downloads. Sem marca d'água. Para sempre — porque nunca foi nosso para cobrar.

O Link é open source: self-host por US$ 0, ou cloud ao custo da nuvem, sem margem. Os QR são a parte mais barata do sistema inteiro. Cobrá-los seria ridículo. Por isso não cobramos.